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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Novo round na luta Folha x Universal

Foi publicada hoje, na Folha de São Paulo, matéria afirmando que o Juiz Alexandre Muñoz deu vitória à empresa Folha da Manhã (que edita o jornal Folha de S. Paulo) em relação ao processo movido pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Esse processo foi movido devido a uma reportagem publicada em 15/12/2007 sobre os 30 anos de existência da igreja e do império por ela criado, que conta com 23 emissoras de TV e 40 de rádio, entre tantas outras.

Na ocasião, a IURD moveu um processo contra a Folha e a jornalista Elvira Lobato, autora da reportagem. A igreja alegava ser alvo há anos do jornal que publicaria notícias falsas sobre a IURD. Na decisão que saiu no último dia 27 de janeiro, o juiz defendeu que o jornal tem o direito de divulgar a informação.

A verdade é que qualquer meio de comunicação tem o direito de divulgar qualquer informação e é por causa disso que esse processo não se fundamenta. Por outro lado, argumentar que a Folha ou qualquer outro veículo de comunicação (inclusive este blog, como foi feito em diversas postagens nas quais a Rede Record foi citada) são perseguidores religiosos da IURD, e usar isso como desculpa para promover processos, é uma atitude de tentar boicotar a liberdade da informação. Em suma: é uma tentativa de calar a boca de quem ousa falar sobre a igreja e não se limita a falar coisas que são agradáveis aos fiéis e aos responsáveis por ela.

Entretanto, nesse sentido de "cruzada religiosa", que muitas pessoas ligadas à Universal acusam a mídia de promover, não podemos deixar de lembrar da "cruzada religiosa" que a própria igreja faz contra as outras religiões, principalmente católicos. E como contra fatos não há argumentos, o fato mais marcante foi quando, em 13 de outubro de 1996, o bispo da Universal Sérgio Von Helde, chutou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante um programa na madrugada da TV Record.

A advogada da IURD, Adriana Guimarães Guerra, afirmou que vai recorrer da decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo e que está disposta a ir até o Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

Até o próximo post e, enquanto isso, estou no Twitter: @JonatasMobile. Tchau!


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