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domingo, 17 de maio de 2009

Sobre orçamento participativo, plenárias populares e outras histórias

O movimento social no Brasil ganhou força nos últimos tempos com o que podemos chamar de "Fóruns Temáticos" como o fórum de mulheres, economia solidária, jovens, etc. Basicamente, qualquer pessoa que esteja em uma determinada situação que a torne membro de um determinado "degrau" social pode se organizar e formar um fórum para lutar pelos seus direitos e exigir do governo providências no sentido de minimizar as diferenças sociais.



Isso é válido e benéfico pois a "coisa pública" deve contar com a participação de todos já que é a população como um todo que financia os avanços sociais. Mas é importante ressaltarmos um ponto crucial nessa massificação da "res publica".



Pude acompanhar algumas plenárias de alguns diversos fóruns (acho que foram uns três ou quatro), e o que vi são pessoas aproveitando o espaço para reivindicarem pavimentação, terra para nivelar terrenos, entre outras coisas. Graças a Deus o mediador dessas plenárias que participei conseguiu sintetizar tudo em questões chave como "melhoria das condições básica", entre outras.



Claro que a população tem o direito de pedir essas coisas. Entretanto, corremos o risco de esse mesmo grupo, após conseguir a pavimentação da rua, ir pedir uma operação tapa buraco porque o asfalto está cedendo, e depois uma placa de trânsito, etc.



Seguindo aquela interpretação da diferença entre pescar e dar o peixe, o que falta é ensinar que daquele peixe elas podem comer e como fazê-lo. A idéia principal disso é que todos participem da gestão e tenham seus anseios atendidos e essas convenções, fóruns, plenárias e etc., devem servir para delimitar ações estratégicas baseadas nos anseios da população, e não para serem meras caixas de sugestões do governo.



Temos que fazer a população perceber que as solicitações devem ser diferentes e devem passar pela melhora da saúde, diminuição real dos índices de violência (e não maquiando os números, ou mesmo interpretando-os de forma a torná-los menos assombrosos), redução da taxa de mortalidade infantil e materna, mais qualidade de ensino, saneamento básico, entre tantos outros.



Assim caímos em uma tese recorrente: devemos dar educação de base que forme a população e não apenas que ensine para "passar no vestibular" ou "conseguir uma média" ao final do ciclo. Só assim poderemos analisar de forma consciente o que todos precisam para melhorar a vida e as condições da sua comunidade, tenha esse termo qualquer extensão: bairro, cidade, estado ou país.

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